Ministro atende pedido de Selma e confirma auditoria no Pronto-socorro de Cuiabá

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CAOS NA SAÚDE

KATIANA PEREIRA/ DA ASSESSORIA

O Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) vai passar por uma auditoria determinada pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nos próximos dias. Mandetta atendeu solicitação da senadora Juíza Selma (PSL-MT), durante reunião na tarde desta quarta-feira (12.06), no Ministério da Saúde, em Brasília.

Selma apresentou ofício e relatou a condição precária e insalubre que a unidade de Saúde se encontra. No dia 17 de maio, acompanhada do promotor de Justiça, Alexandre Guedes, membros do Ministério de Saúde e do Sindicato dos Médicos, a senadora fez uma vistoria informal no Pronto-socorro, após tomar conta da falta de medicamentos, luvas, seringa e sedativos para os pacientes.

A vistoria demonstrou que o PSC possui graves problemas na infraestrutura, como infiltrações, goteiras, falta de piso, banheiros interditados. Também falta insumos básicos e a unidade está com lotação além da capacidade, pacientes estão acomodados em macas espalhadas pelos corredores.

Mandetta relatou à senadora que, quando esteve em Cuiabá, pôde comprovar que a situação da Saúde na capital de Mato Grosso não vai nada bem e que está preocupado com a diferença na qualidade do atendimento entre as unidades de Saúde públicas e privadas.

“A diferença de atendimento entre os hospitais públicos e privados está muito grande. Eu vou mandar fazer a auditoria em Cuiabá, vou provocar a Auditoria e Controladoria Geral da União, que são nossos braços para essa demanda. Vou mandar junto uma equipe do Ministério da Saúde”, afirmou.
QUALIDADE PROFISSIONAL
A senadora questionou ao ministro o fato de várias unidades de Saúde em Mato Grosso estarem terceirizando os serviços médicos e causando inúmeros prejuízos à sociedade pela falta de profissionais qualificados. O ministro sugeriu que a senadora notifique o Conselho Regional de Medicina (CRM) para verificar se os profissionais que estão atendendo possuem qualificação para atuar no perfil de gravidade que os casos de emergência exigem.

“Uma coisa é atender dor de barriga em uma unidade básica de saúde. Outra coisa é atender um paciente com infarto no miocárdio, com risco de parada cardíaca. O Conselho tem como emitir isso: o perfil dos casos que chegam a emergência e qual o tipo de profissional para atender. Precisamos saber estabelecer o mínimo de qualidade nas unidades públicas de Saúde. Marquei uma reunião para ver uma certificação, tipo um ISO, para aferir isso”, apontou o ministro.

Na reunião, Selma destacou que os problemas do Pronto-socorro não param na falta de equipamentos e insumos, passa também pela má gestão. “Na vistoria informal que fiz, servidores do Ministério da Saúde em Cuiabá me acompanharam elaboraram um relatório que já mostra muitas deficiências e dá uma indicação da gravidade do caso. É urgente a necessidade de tomada de providências”, disse a congressista.

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